domingo, 11 de novembro de 2012

Festa da carne



       A primeira chama se inflama na tarde chuvosa, prenúncio de que a tranquilidade estava por fim. Não para dar lugar a baderna, mas para ser substituída pela diversão em seu estado mais puro e ingênuo...


terça-feira, 23 de outubro de 2012

Androfagia Totêmica




Tento fazer com que a idiossincrasia de minhas palavras subvertam os paradigmas de uma sociedade com a alma doente. 

Tento impedir a monotonia e a falta de beleza do movimento mecânico.

Tento despertar paixões, alfinetar o acomodado e incitar a criatividade.

Tento fazer de mim mesmo meu alvo.

Tento fazer da androfagia totêmica o estímulo à minha memória, meu enriquecimento semântico e também minha reflexão sobre uma sociedade que desistiu de si mesma e direciona o que restou de suas emoções a outras espécies.

Temo minha vagarosidade.

Tenho fome!

Por Vini

sábado, 11 de dezembro de 2010

Encontro semântico


Era uma vez a história de um ‘A’, maiúsculo e másculo, porém solitário e vazio. Vivia uma vida sem sentido, de bar em bar, preenchendo sua mente com copos de chope e seu coração com músicas agitadas. Os ponteiros do relógio rodavam e rodavam, e os dias pareciam iguais. Até, que em uma noitada com amigos, este ‘A’ encontra uma letra ‘r’. Suave, discreta, não foi percebida logo de primeira. Na verdade, nem se olharam direito. Porém na segunda vez, sem explicação, a troca de olhares foi mais profunda e reveladora e o ‘A’ se inchou de bons sentimentos ficando mais vistoso, em negrito mesmo. Cheio desta energia positiva, com um golpe de espaços, ele quebra a ‘monotonia’ da sua vida, deixando sobrar apenas o ‘mo’ caído entre ele e sua amada. Os dois se entreolharam com corpo todo vibrante, levantaram aquela sílaba que passaria a ser o apelido em comum, e formaram para sempre: ‘Amor’.






P.S.: Esta história é dedicada a todos os amores, mas inspirada por apenas um.



sábado, 29 de novembro de 2008

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O silêncio dói. As vezes.
Por outras conforta.
Pode preceder uma tempestade, ou também o início da reconstrução ao seu término.
O que ninguém pode negar é que ele se faz necessário.
Como que empurrando a multidão de palavras pro lado e abrindo o seu espaço infinito.
O mistério do seu significado pode ser atormentador.
Sua sabedoria, reveladora.
Só é possível decifrá-lo fundindo-se a ele. Embrenhando-se em suas víceras. Chafurdando em sua lama e sorvendo o néctar de sua verdade.
Por que se calar é tão difícil?
Por que não percebemos que ouvir somente o que queremos impedir-nos-ia de evoluir.
Que força é essa que me leva a pintar essas palavras na mente de quem me lê e invadir o silêncio do seu pensamento?
Será que existe alguma importância nestas frases?
Seria apenas entretenimento?
Para mim significa a locomotiva, louca e emotiva, transportando o cliente ilustre Sentimento de um coração a outro.
E calando a dor...

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

OS TRÊS PORQUINHOS ESPINHO



Era uma vez três porquinhos espinho. Um construiu seu coração de concreto. Lá nunca entrou nenhuma loba, mas também nunca entrou nenhuma porca, nenhuma sapa e nenhuma gata. Um belo dia, brotou um ataque cardíaco e nosso infeliz amigo foi levado desta vida, ainda muito jovem.

O segundo porquinho espinho, era mais bem humorado e mantinha sua cabeleira espinhosa um pouco mais aparada. Construí seu coração de madeira. De vez em quando convidava uma loba pra entrar mas nunca a deixava ficar muito tempo. Um belo dia a loba se cansou daquela história. Casou com uma sapa e foi viver numa comunidade hippie sapal. Muito triste e arrependido, nosso porquinho número dois morreu lentamente de câncer, pensando em como teria sido convidar a loba pra passar uma noite inteira na sua casa.

O terceiro porquinho era mais descolado e raspou sua cabeça ficando careca. Construiu seu coração de palha e deixava todo mundo entrar. Tinha lobas, coelhas, panteras, sapas e muitas gatas. A fauna toda entrava sem bater. Um belo dia entrou uma gata com um pelo macio e cheiroso e pediu pra passar a noite. Mesmo com a entrada e saída das outras, ela ia ficando. Passou uma, duas, três semanas, enfim, até hoje ta lá. Aos 95 anos esse porquinho ainda vive feliz, tem 5 filhos com a gata e freqüentemente recebe a visita das lobas, panteras e sapas.

Por Vini

Homenagem aos três porquinhos famosos da inesquecível história infantil e aos três porquinhos espinho da foto que me proporcionaram uma imagem tão inusitada.

sábado, 16 de agosto de 2008

Cervini



Queria ser como essas garrafas de cerveja. Quando cheias, ofertas de prazer intenso saboreando as mais belas bocas a cada gole. No dia seguinte, a lembrança excitante de uma noite bem vivida e a promessa de renovação.

domingo, 20 de julho de 2008

DIA DO AMIGO



Meus amigos de verdade me procuram para saber como eu estou ou simplesmente ouvir minha voz. 

Flexibilizam seus gostos porque nos encontrarmos é mais importante do que o passeio. 
Me atendem quando eu preciso ouvir uma voz amiga ou até mesmo para escutar os meus problemas. 
Me chamam para os programas mais divertidos, como também para ajudar com as suas preocupações complicadas. 
Não somos perfeitos, cometemos erros, e muitos, mas sabemos reconhecer e desculpar.
Eles também me fazem chorar, mas um segundo de sorriso ao seu lado vale uma eternidade de lágrimas.
Essa reciprocidade natural cria laços importantes, inquebráveis, que nos fortalece nos momentos mais dolorosos. 
E nos instantes de alegria, registra recordações tão intensas que nos reconforta para a vida toda.
Por isso tudo, são tão poucos e raros, mas existem, e cada um vale o que milhões de pessoas da terra não valerão em toda essa existência.

Saúdo todos com um abraço quente num dia de inverno gelado!